O Palmeiras marcou 131 gols na temporada passada e dez deles foram diretamente relacionados à recuperação de bola no ataque. A conta não é exata, é possível que a comissão técnica ttabalhe com outro número, mas é fruto de assistir a todas as jogadas que resultaram em bolas na rede. Neste ano de 2026, o índce é idêntico: 8%. Dos 26 gols anotados nos primeiros 14 jogos de 2026, dois nasceram diretamente da marcação por pressão
Vítor Roque resultou no pênalti cometido por Fábio, primeiro gol dos 2 x 1 da semana passada.
A pressão sobre o São Paulo aos sete minutos do primeiro tempo acabou em arremesso lateral para o Palmeiras. O Tricolor não conseguiu sair da pressão e devolveu a posse de bola para a equipe de Abel Ferreira. Foi como nasceu o gol de Maurício, aos 8 minutos do Choque-Rei de domingo, em Barueri.
Uma das falácias recentes é que o Palmeiras só joga com bola longa. Só pode dizer isso quem não assiste às partidas deseja repetir uma mentira cem vezes até que se torne verdade. Tem gol de construção desde o goleiro Carlos Miguel, que melhorou com os pés. Tem gol de bola parada, 34% do total. Contra-ataques representam 11,5%. Jogadas de posse de bola no ataque, 46%.
Há repertório. A forma de jogo, com um centroavante de origem na função de ponta-de-lança se assemelha ao Arsenal, com Ederich Eze e Gyokeres na frente, com pontas como Saka, canhoto pela direita, e Trossard, destro pela esquerda. Vai ficar mais parecido se Arias ganhar a vaga de Maurício, com pé
trocado.

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